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Brasil e Finlândia são extremos por natureza: o país escandinavo tem 5 milhões de habitantes, o Brasil tem 35 vezes mais gente. Um é frio, o outro é quente, um é rico e outro é pobre. A Finlândia foi parte da Suécia por 600 anos até ser conquistada pela Rússia em 1809. A independência veio há exatos 90 anos.

Desde 1920, não há analfabetos na Finlândia. Nessa época, o Brasil tinha menos de 20% população nas escolas. Os finlandeses são uns dos que mais gastam com o ensino médio: US$ 7.441 por aluno ante US$ 1.033 no Brasil. São 586.381 alunos no ensino fundamental finlandês e 33 milhões no brasileiro. O número de escolas no Brasil é 45 vezes maior. Mesmo assim, a Finlândia investe 6,1% do seu Produto Interno Bruto (PIB) em ensino – enquanto no País, são 3,9%, um dos mais baixos índices do mundo. Lá, a criança entra obrigatoriamente aos 7 anos na escola e sai aos 19. Só 5% não continuam os estudos e ficam longe das universidades, todas públicas. No Brasil, nem 40% dos jovens cursam o ensino médio; e só cerca de 10% fazem o ensino superior.

Se os números mostram a imensa diferença entre os países, podemos somar os exemplos da Finlândia e multiplicar as nossas chances de construir um país melhor, por que não?  Por exemplo, se você está entre os 40% dos jovens que concluiram o ensino médio, mas ainda não decidiu se vai ou não fazer faculdade, aí está a sua chance de contribuir para que a diferença entre os dois países diminua. (É de grão em grão que a galinha enche o papo, lembra?)

As inscrições para o Seletivo Especial da FURB estão abertas até o dia 25 de janeiro.

Saiba mais em http://www.estadao.com.br/estadaodehoje/20071202/not_imp89145,0.php